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    Rede de Pesquisa

  • O Projeto

    O rompimento da barragem de resíduos de mineração da Samarco em 2015 comprometeu o fornecimento de água ao longo de 640 km do curso do Rio Doce afetando comunidades junto ao rio e à sua foz. Embora este desastre configure uma conjuntura crítica que demanda profunda atenção das autoridades competentes, elas não têm apresentado ações suficientemente amplas que atendam as reivindicações da população atingida.

     

    Tendo isso em vista, o projeto nº 88881.118026/2016-01 da CAPES-FAPEMIG-FAPES-CNPq-ANA tem como objetivo implementar uma tecnologia social de governança participativa destinada melhorar a interação governo/sociedade visando à recuperação sócio-econômica-ambiental das comunidades capixabas que vivem a partir do Rio e do Mar, hoje impactados com rejeitos de minérios.

     

    Nosso objetivo é contribuir, ao lado dos atingidos, à elaboração coletiva das soluções para os problemas decorridos do desastre e à geração de informações de qualidade com intuito de subsidiar a tomada de decisões relativas à recuperação socioeconômica e ambiental de comunidades localizadas na Bacia do Rio Doce no estado do Espírito Santo.

  • A Rede

    ComRioComMar Rede de Pesquisa é uma rede interinstitucional de pesquisadores na área de ciências humanas que trabalha em projeto sobre o desastre socioambiental ocorrido no Rio Doce. A partir da chamada CAPES-FAPEMIG-FAPES-CNPq-ANA nº 6/2016 o Projeto nº 88881.118026/2016-01 tem promovido um enfoque analítico-científico sobre a questão, bem como coordena a implantação de uma tecnologia social de governança participativa local.

     

    Participam dessa iniciativa as seguintes instituições:

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  • Eixos de Pesquisa e seus objetivos

    São objetivos do projeto,

     

    (i) compreender as mudanças na atuação da sociedade civil, analisando, entre outros, movimentos sociais, meios digitais e populações tradicionais (quilombolas e indígenas);

     

    (ii) analisar como o desastre altera as capacidades técnico-administrativas nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal);

     

    (iii) avaliar o alcance da cooperação intergovernamental e como as políticas setoriais e os direitos das minorias estão sendo afetados pelas relações intergovernos;

     

    (iv) mapear as redes de relacionamento entre Estado e as instituições da sociedade civil antes e depois do desastre;

     

    (v) analisar o uso da tecnologia de governança participativa e sua articulação com outras redes de participação institucionalizadas.